Alambiques tentam retomada após queda nas vendas de cachaça

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Pequenos alambiques sentiram bastante nos últimos meses os reflexos de um mercado que se retraiu por causa da pandemia da Covid-19. No entanto, o setor está tentando se recuperar.

Em alguns casos, isso significa a sobrevivência de locais centenários voltados à produção de cachaça.

Na propriedade de Antônio, o tempo parece passar bem devagar. Há quase 100 anos, o local, que fica em Ribeirão Branco (SP), produz cachaça. O que começou com os pais do produtor hoje segue como complemento de renda. Para ele, a tradição e a qualidade da bebida são fundamentais para agradar novos e antigos clientes.

Nesta longa jornada produzindo o produto, um dos maiores baques foi o causado pela pandemia. As vendas caíram 30%. Para tentar minimizar os impactos, o produtor teve que diminuir a produção e o preço cobrado.

Em média, 150 litros saem de lá mensalmente, em garrafões de cinco litros, que passam o dia enchendo “gota a gota” e que já foram vendidos a R$140. Agora, a negociação não chega nem perto disso.

Os principais clientes ficam nos municípios vizinhos e, para garantir que tudo seja entregue no prazo, o passo a passo da produção tem que ser seguido rigorosamente. Tudo começa com a separação da cana, que vai para a máquina de moenda, como se fosse um mini engenho que funciona por meio de tração animal.

Ainda deve levar um tempo para o setor se recuperar do impacto causado pela pandemia.

De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, o mercado teve redução acima de 20% nas vendas do último ano. Isso aconteceu porque os principais compradores, bares e restaurantes, tiveram que fechar as portas.

Com a retomada das atividades e menos restrições, há expectativa de melhora. A intenção é voltar a produzir 700 milhões de litros por ano, que sempre atenderam às demandas internas e de outros países.

Quem já sentiu um pouco deste início de reação do mercado foram Adilson e Rita. Há 20 anos, o casal deixou a cidade de Itu (SP) e se mudou para Angatuba (SP), onde decidiu investir em um pequeno alambique para produção de cachaça artesanal.

No início, foi para consumo próprio. Mas, aos poucos, eles notaram o interesse de parentes e amigos. Dessa forma, hoje são produzidos mais de 200 litros por mês, de quatro variedades.

Além da cachaça, a venda de licores tem ajudado bastante a pagar as contas nesta fase econômica complicada. Esta é uma missão para Rita, que está sempre experimentando novas combinações, sabores e comanda os trabalhos da linha de produção.

Foto: Foto: Reprodução/Tv Tem

Fonte: G1

About ABS Minas

A Associação Brasileira de Sommeliers, Secção Minas Gerais, é uma associação sem fins lucrativos, que congrega apreciadores de vinho, cachaça e cervejas artesanais, e que tem por objetivo maior, propagar o conhecimento sobre a arte da degustação, além de atuar fortemente na qualificação de profissionais que atuam em restaurantes, bares, hotéis e outros estabelecimentos em que este profissional seja necessário.